Dia Nacional da Doação de Órgãos




Dia 27 de setembro é lembrado o Dia Nacional da Doação de Órgãos, um dia fundamental para demonstração de empatia e generosidade. Pois, muitas vezes, a doação pode ser a única esperança de vida ou oportunidade de recomeço para pacientes à espera de um transplante. Neste dia é essencial reforçar a importância pública desta iniciativa em defesa da vida. Dados da Associação Brasileira de Transplantes de Órgãos (ABTO) revelam que, em 2017, o país alcançou recorde histórico de 16,6 mil doadores efetivos para cada milhão de habitantes.

No Brasil, para se tornar um doador o primeiro passo é comunicar a intenção à família, uma vez que a concessão de órgãos só é feita com a autorização familiar. A doação não pode ocorrer em casos de restrições clínicas, como doenças infecciosas ativas, por exemplo. Os órgãos doados seguem para pacientes que necessitam de um transplante e estão aguardando em lista única, definida pela Central de Transplantes da Secretaria de Saúde de cada estado e controlada pelo Sistema Nacional de Transplantes.

Existem dois tipos de doadores: o doador vivo, onde a legislação determina que a doação só pode ser realizada entre cônjuges ou parentes consanguíneos próximos. No caso de haver intenção de doar por amizade, em que o doador não é parente até quarto grau, a lei exige uma avaliação prévia pelas instâncias éticas do hospital e autorização de um juiz. Em vida, podem ser doados rins, parte do fígado, parte da medula óssea ou parte do pulmão. Existe ainda o doador falecido, com morte encefálica comprovada.

Em caso de pacientes renais, a hemodiálise, é capaz de manter as pessoas vivas por muitos anos. Entretanto, é indiscutível os benefícios do transplante para estes pacientes, já que melhora muito a qualidade de vida dos doentes renais crônicos.

Para o caso de doadores vivos, o facto de viver com um só rim não implica nenhuma inferioridade física. Pessoas que nascem com rim único ou as submetidas a nefrectomia unilateral por qualquer motivo (doação, traumatismo, doença, etc.) não têm a sua vida e a sua saúde comprometidas desde que o outro rim seja saudável.





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